Empresários do setor de rochas visitam Porto do Açu - Porto do Açu

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Empresários do setor de rochas visitam Porto do Açu

Grupo, do Sul do Espírito Santo, conheceu detalhes do empreendimento, que pode ser utilizado para exportação

Uma comitiva de 30 empresários do setor de rochas visitou ontem o Porto do Açu. O grupo, formado por representantes do Sul do estado do Espírito Santo, visitou os terminais do empreendimento e conheceu detalhes das operações em andamento.

O objetivo da visita foi conhecer a estrutura do terminal portuário, que pode atender o setor de rochas. “O Porto do Açu pode ser uma alternativa estratégica para o Espírito Santo, principalmente para o setor de rochas. Estamos próximos ao principal centro produtor do país, que é a região de Cachoeiro do Itapemirim, e podemos trazer mais competitividade para o setor”, pontuou José Guilherme Vasconcellos, gerente comercial da Prumo.

A visita foi coordenada pelo Movimento Empresarial do Sul do Espírito Santo (Messes), em parceria com os sócios do Ramos-Araújo Advogados, André Araujo e José Eduardo Ramos. “Nós ficamos impressionados com a estrutura que vimos. O Messes, enquanto movimento que busca o desenvolvimento, vê muitas oportunidades de facilitar a exportação não apenas de rochas, como também de outros produtos da nossa região, como animais e máquinas, além da prestação de serviços”, disse Maria Helena Vargas, diretora da TV Gazeta Sul e presidente do Messes.

Para Tales Machado, presidente do Sindirochas, o porto do Açu tem condições de atender ao setor. “Hoje exportamos pelo porto de Santos e por Vitória. O Açu é mais próximo à Cachoeiro, facilitando a logística e eliminando alguns gargalos do setor”, pontuou.

Entre os outros visitantes, também estavam Ricardo Coelho de Lima, secretário de Desenvolvimento Econômico de Cachoeiro, que destacou a funcionalidade do porto. “Está na hora dos setores produtivos de Cachoeiro acertarem com este ponto de desenvolvimento econômico”.

Além deles, Áureo Mameri, vice-presidente do Findes (Federação das Indústrias do Espírito Santo), reforçou a importância do encontro. “Antes, não tínhamos porto. Agora temos e precisamos descobrir qual a melhor forma de usarmos esta estrutura”.

No Porto do Açu o escoamento poderá ser realizado pelo Terminal Multicargas (T-MULT), que conta com 500 metros de cais, aproximadamente 200 mil m2 de área alfandegada e 2 guindastes MHCs com capacidade de içamento de 100 toneladas e alcance de lança de 46 metros. Autorizado a operar com graneis sólidos, carga de projetos e contêineres, o terminal já movimenta bauxita produzida pela Votorantim, em Mirai (MG).

Além disso, o Porto do Açu contará com um ramal ferroviário da EF-118, que ligará o empreendimento às cidades do Rio de Janeiro e Vitória. A ferrovia, de alta capacidade, possibilitará o transporte de diversos produtos, como café, frutas e rochas ornamentais, entre outros.

O Açu também deve contar com Zona de Processamento de Exportação (ZPE), que é uma área de livre comércio, destinada à instalação de empresas, com 80% de sua produção voltada para a exportação. A previsão é que a ZPE, que será a segunda do estado do Rio de Janeiro, e a primeira da região norte fluminense, esteja constituída em 18 meses.

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Porto do Açu
O Porto do Açu, localizado em São João da Barra (RJ), conta com 90 km², divididos em dois terminais: o Terminal 1 (T1 – terminal offshore) e o Terminal 2 (T2 – terminal onshore), além de área para a instalação de unidades de empresas dos setores marítimo e industrial.

O T1 é dedicado à movimentação de minério de ferro e petróleo, com berços construídos em 3 km de cais. Em operação desde outubro de 2014, o terminal já recebeu mais de 100 navios de minério de ferro para a Anglo American (que opera em Conceição do Mato Dentro, em Minas Gerais) e movimentou mais de 13 milhões de toneladas do produto. A Prumo e a Anglo American possuem uma joint venture, chamada Ferroport, que é formada 50% por cada companhia. No T1, também está localizado o Terminal de Petróleo (T-OIL), que possui capacidade para movimentar 1,2 milhão de barris de petróleo por dia e que inicia neste mês a operação.

O T2 é um terminal no entorno de um canal para navegação com 6,5 km de extensão, 300 metros de largura e até 14,5 metros de profundidade. As empresas Technip, NOV, InterMoor, Wartsila, Edison Chouest e BP-Prumo já estão operando suas unidades no terminal.

Somando o investimento realizado desde 2007, já foram aplicados R$ 13 bilhões no empreendimento. Deste montante, R$ 6,4 bilhões foram investidos pela Porto do Açu Operações (subsidiária da Prumo Logística) e R$ 3,7 bilhões pela Ferroport e pela Anglo American. O restante foi investido pelos clientes em seus terminais.