Imprensa

No aniversário de 7 anos da Caruara, Conselho de Meio Ambiente de São João da Barra faz expedição na Reserva Natural

Trabalho de recomposição florestal da unidade de conservação mantida pelo Porto do Açu foi apresentada à comitiva

19 de julho de 2019

Em comemoração aos 7 anos da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Caruara, a Porto do Açu realizou uma expedição que contou com representantes do Conselho de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de São João da Barra e do Comitê de Sustentabilidade do Complexo.

O objetivo da visita foi apresentar os diferentes estágios do trabalho de recomposição florestal de restinga desenvolvido pela empresa na RPPN Caruara, criada e mantida voluntariamente pelo empreendimento. A comitiva teve a oportunidade de ver de perto o contraste entre as áreas de vegetação natural íntegra e de áreas que foram degradadas no passado e que ainda estão em fase de recuperação.

Para o coordenador de Meio Ambiente da Porto do Açu, Daniel Nascimento, a expedição deste grupo à Caruara é estratégica para os avanços do trabalho de preservação da reserva: “O grupo pôde ver a grandiosidade e a qualidade ambiental da nossa unidade de conservação. Reforçamos que a Caruara não é apenas um ativo do Complexo, mas de todo o município de São João da Barra”, destacou.

Ele também ressaltou a importância da sinergia entre o Complexo e o Conselho Municipal para validação do Plano de Manejo da RPPN Caruara, já aprovado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e em fase de execução pela Porto do Açu: “Estamos organizando o uso, visitação e preservação da unidade em um plano de gestão. O documento estabelece regras gerais de uso da reserva e as ações prioritárias a serem implementadas, como interação ordenada da comunidade com a RPPN. Por isso, frisamos o envolvimento de diferentes setores neste assunto que é de interesse de todos”, disse.

O presidente do Conselho Municipal, o biólogo Marcos Machado, também reconheceu a importância da agenda de hoje e parabenizou o Porto pelo trabalho de recuperação da restinga: “Entendemos que é fundamental o Porto abrir as portas da Caruara para uma visita de campo para os membros do Conselho, não só para que todos conheçam o trabalho de reflorestamento que é realizado pelo empreendimento, mas também para dinamizar as reuniões do nosso grupo. Trabalhar com Meio Ambiente requer vivenciar as práticas ambientais”, afirmou.

Além de programas de visitação e educação ambiental, o Plano de Manejo inclui monitoramento e pesquisa. Desde que foi criada, em 2012, a RPPN já serviu de base para 24 estudos, com mais de 47 produtos acadêmicos, entre teses, artigos e resumos.

Sobre a RPPN Caruara

Criada e mantida voluntariamente pela empresa, a RPPN Caruara tem aproximadamente quatro mil hectares – o equivalente a quatro mil campos de futebol e a quase metade da área operacional do Complexo. Trata-se da maior Reserva Particular do Patrimônio Natural do Estado e maior unidade privada de restinga do país. Na unidade de conservação, são desenvolvidos trabalhos de recomposição vegetal e monitoramento de fauna e flora, com mão de obra local. Hoje, cerca de 40 moradores da região trabalham no espaço. Todas as mudas plantadas na reserva são produzidas em um viveiro próprio, que é dedicado ao ecossistema de restinga e pode produzir até 500 mil mudas por ano. O viveiro produz e maneja 87 espécies e, até agora, mais de um milhão mudas foram produzidas e plantadas na RPPN. Em toda a área preservada, já foram identificadas 240 espécies de flora e 311 de fauna, incluindo algumas ameaçadas de extinção, como o melocactus (Melocactus violaceus), o largato do rabo verde (Ameivula littoralis) e a borboleta da praia (Parides ascanius). Em 2018, o projeto de preservação da RPPN Caruara foi o vencedor, na categoria Ecossistema, do Prêmio Brasil Ambiental, promovido pela Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (Amcham).