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Porto do Açu irá receber R$ 16,5 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos

Complexo portuário se consolida como hub de O&G e plataforma de serviços para atender a indústria offshore

30 de outubro de 2019

Localizado em São João da Barra (RJ), o Porto do Açu deve receber cerca de R$ 16,5 bilhões em investimentos nos próximos 5 anos. O montante será investido pelas empresas instaladas no complexo e destinado a implantação de termelétricas, gasodutos, oleodutos, parque de tancagem de óleo e UPGN (unidade de processamento de gás natural), entre outros. Os investimentos são parte da 2º fase de desenvolvimento do complexo, que começou neste ano e deve seguir até 2023.

Em operação desde 2014, o Porto do Açu já recebeu mais de R$ 13 bilhões em investimentos na infraestrutura portuária e na instalação das 14 empresas que operam no complexo. Esta, que foi a 1º fase de implantação do porto, concretizou o desenvolvimento dos hubs de logística e serviços, minério e de petróleo.

“O Porto do Açu tem se consolidado como principal polo do setor de O&G do país, transportando cargas e ampliando a prestação de serviços para esse setor. Somos uma plataforma one stop shop e oferecemos diferentes possibilidade de negócios para todos os agentes do setor de O&G. Somos origem na fabricação e movimentação de equipamentos e materiais para as operações marítimas, e somos destino do óleo e gás produzidos. Possibilitaremos também o processamento e a transferência do óleo e do gás, além da sua transformação e geração de maior valor agregado – como no caso da geração de energia elétrica, o que permite o desenvolvimento de uma cadeia que vai muito além do óleo e gás”, afirmou Tadeu Fraga, CEO da Prumo, grupo multinegócios que desenvolve o Porto do Açu.

Na 2º fase de desenvolvimento está prevista a conexão do complexo à rede de oleodutos e gasodutos existente na região, assim como a geração de energia elétrica no Açu. Entre os investimentos previstos nesta fase está o da Açu Petróleo, parceria do Grupo Prumo com a alemão OilTanking, que prevê a implantação de um parque de tancagem e de oleodutos que conectarão o Açu à malha de dutos do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A 2º fase também inclui o investimento da GNA (Gás Natural Açu), parceria entre o Grupo Prumo, a Siemens e a BP. A companhia está construindo um terminal de regaseificação de GNL e duas plantas termelétricas, que juntas irão gerar 3GW de energia, consolidando o Açu como o maior parque termelétrico da América Latina. A GNA tem ainda a possibilidade de mais do que duplicar a geração de energia, chegando a 6,4GW – total já licenciado. Ainda está prevista a construção de uma UPGN e de gasodutos, que conectarão o porto à malha nacional existente, além de gasodutos offshore, permitindo o escoamento do gás do pré-sal.

A disponibilidade de gás no complexo nesta fase, prevista a partir de 2023, alavancará a atração de novas indústrias, dentre os setores que podem se instalar no local estão petroquímica, refinaria, siderúrgicas e fertilizantes, entre outros.

“A atração de uma rota de escoamento do gás do pré-sal para o Açu irá possibilitar a industrialização do complexo e da região norte do Estado do Rio de Janeiro, que é o objetivo da 3º fase de desenvolvimento do complexo”, explicou Fraga.

Sobre a Prumo Logística

A Prumo é um grupo econômico multinegócios, controlado pelo fundo americano EIG e o árabe Mubadala. Por meio das seis empresas que compõem o grupo – Porto do Açu Operações, Ferroport, Açu Petróleo, GNA, Dome e BP Prumo -, a Prumo presta serviços nos segmentos de mineração, logística portuária, petróleo e gás e energia.

Em operação desde 2014, o Porto do Açu conta com área total de 130 km², sendo 40 km² de reserva ambiental. Atualmente cerca de 7 mil pessoas atuam no empreendimento.