Prumo Day debate futuro dos mercados portuário, industrial e energético do Brasil - Porto do Açu

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Prumo Day debate futuro dos mercados portuário, industrial e energético do Brasil

Primeira edição do evento reuniu nesta terça-feira (13), no Rio de Janeiro, grandes players do país em painéis temáticos que refletiram as ondas de desenvolvimento do Porto do Açu.

 

Primeira edição do evento reuniu nesta terça-feira (13), no Rio de Janeiro, grandes players do país em painéis temáticos que refletiram as ondas de desenvolvimento do Porto do Açu

 

Com o objetivo de debater a transição para negócios de baixo carbono nos setores portuários, industrial e energético brasileiro, o Prumo Day reuniu grandes players do mercado nesta terça-feira, 13 de setembro, no Hilton Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ).

Organizado pela Prumo Logística, holding controlada pela EIG e responsável pelo desenvolvimento do Porto do Açu, a primeira edição do evento apresentou as três ondas de desenvolvimento do empreendimento portuário localizado no Norte Fluminense: expansão das capacidades de óleo e gás, descarbonização da indústria e negócios renováveis.

“O Prumo Day marca a nova fase do Porto do Açu, com foco em novas energias. Temos um ecossistema completo para desenvolver plantas de hidrogênio verde, fotovoltaicas, eólica offshore e siderurgia de baixo carbono. Temos diferenciais como gás natural disponível, água de reuso, uma área de 90 km², que corresponde a nove Usiminas. O Açu pode ser o ponto de partida da nova indústria siderúrgica”, projetou Rogério Zampronha, CEO da Prumo.

Na palestra de abertura, Pedro Parente, presidente do Conselho de Administração da Vast Infraestrutura, membro dos Conselhos da Syngenta e da Continental Grain Company e sócio da eB Capital, ressaltou que a transição energética é um desafio já assumido pelas maiores economias do mundo e que o Porto do Açu está em posição privilegiada para se transformar em um hub de novas fontes energéticas.

“Para zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa em 2050, a Agência Internacional de Energia indica que a participação de combustíveis fosseis deva cair de 80% para cerca 20%. Junto com as eólicas e solares, o hidrogênio verde terá um papel fundamental para o alcance da meta. Só a Europa demandará 20 milhões de toneladas do insumo até 2030, com capacidade de produzir apenas metade desse volume. Países com grande potencial de produção de energia renovável, como o Brasil, devem se tornar os principais hubs globais de exportação de hidrogênio. O Porto do Açu tem uma oportunidade única diante deste cenário”, disse Parente.

Na sequência, o painel Porto do Açu na cadeia produtiva e logística do óleo e gás recebeu para o debate Ieda Gomes, conselheira da Prumo Logística e membro do Conselho de Administração de empresas internacionais de Energia, Infraestrutura e Certificação; Victor Bomfim, CEO da Vast Infraestrutura; Verônica Coelho, presidente da Equinor Brasil; e Bernardo Perseke, CEO da GNA.

Já a segunda mesa do evento, O Porto do Açu: hub de logística como industrialização, teve como convidados José Firmo, CEO do Porto do Açu; Marcelo Chara, CEO da Ternium Brasil; Albano Vieira, consultor para temas de Siderurgia e Mineração da Prumo; e Solange Vieira, diretora de Crédito à Infraestrutura do BNDES.

Por fim, o painel Porto do Futuro: como impulsionar a transição para uma economia de baixo carbono e novas energias encerrou a parte de debates do Prumo Day com palestras de Rogério Zampronha, CEO da Prumo Logística; André Salgado, CEO da EDF Renewables do Brasil; André Araújo, especialista em Energia, O&G e ESG; e Luiz Barroso, CEO da PSR.

Sobre o Porto do Açu

O Porto do Açu é um porto jovem e com foco em crescimento sustentável. Em operação no estado do Rio de Janeiro desde 2014, é o único porto totalmente privado do país, resultado de investimentos que somam R$ 20 bilhões e prevê aportes de mais R$ 22 bilhões nos próximos dez anos. Possui o terceiro maior terminal de minério de ferro do Brasil, é responsável por mais de 30% das exportações brasileiras de petróleo, ergue o maior parque térmico da América Latina e abriga a maior base de apoio offshore do mundo. Ao todo, já são 19 empresas já instaladas entre clientes e parceiros, sendo várias delas companhias de classe mundial.

Modelo inovador para o mercado portuário brasileiro, o empreendimento porto-indústria nasceu com pilares de Eficiência e ESG & Inovação (Empresarial, Financeira, Transformação Energética). Além da industrialização iminente a partir da chegada do gás, vetor de transição energética, com a construção das térmicas a cargo da afiliada Gás Natural Açu (GNA), o Porto do Açu se destaca como o principal local para atender a transformação da transição energética das cadeias internacionais.

A vocação para atender toda a cadeia de valor de renováveis, da geração de energia à fabricação de equipamentos e logística, se materializa em parcerias em andamento para instalação de plantas de hidrogênio verde, já assinadas com Linde/White Martins e Shell Brasil – esta última uma planta-piloto que deve ser a primeira do país, com previsão de operar em 2025 – e também eólica offshore, em parceria com EDF.

O potencial para produção de amônia verde a partir das plantas de hidrogênio também possibilitará a formação de um cluster químico sustentável incluindo combustíveis alternativos, derivados de amônia verde, de metanol e de etileno, além de apoiar a indústria siderúrgica de baixo carbono a partir de planta pelotizadora e de HBI (hot bricketed iron).