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RPPN Caruara participa de I Simpósio de Unidades de Conservação do Norte Fluminense e Região dos Lagos

Porto do Açu apresenta os principais desafios de gestão da sua área de reserva

8 de novembro de 2018

A RPPN Caruara, maior Reserva Particular do Patrimônio Natural do Estado e maior unidade privada de restinga do país, foi destaque no I Simpósio de Unidades de Conservação do Norte Fluminense e Região dos Lagos. A RPPN, mantida voluntariamente pela Porto do Açu, em São João da Barra, esteve entre as oito unidades de conservação convidadas para participar do evento, que foi realizado ontem, no Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambiental de Macaé (NUPEM/UFRJ). Na ocasião, o coordenador de Meio Ambiente da Porto do Açu, Daniel Nascimento, apresentou os principais desafios de gestão da Caruara, destacando suas potencialidades e oportunidades para os campos de pesquisa, educação e turismo.

“Este tipo de encontro é muito produtivo. Ele promove uma troca de experiências e percepções entre gestores e pesquisadores de diferentes unidades de conservação, distribuídas nos mais variados ecossistemas, mas que, ainda assim, podem dialogar entre si”, ressaltou Daniel Nascimento.

A mesa-redonda que abordou a Caruara incluiu outras áreas de proteção litorâneas, como o vizinho Parque Estadual da Lagoa do Açu; o Parque Municipal da Restinga do Barreto, em Macaé; e o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, que abrange Macaé, Carapebus e Quissamã. O simpósio ainda abriu espaço para a discussão dos desafios para proteção e recuperação de áreas naturais de Mata Atlântica.

RPPN Caruara

A RPPN Caruara, criada em 2012 pela Porto do Açu, tem aproximadamente quatro mil hectares – o equivalente a quatro mil campos de futebol e a quase metade da área operacional do Complexo Portuário. Na unidade de conservação, são desenvolvidos trabalhos de recomposição vegetal e monitoramento de fauna e flora, com mão de obra local. Hoje, cerca de 40 moradores da região trabalham no espaço. Todas as mudas plantadas na reserva são produzidas em um viveiro próprio, que é dedicado ao ecossistema de restinga e pode produzir até 500 mil mudas por ano. O viveiro produz e maneja 85 espécies e, até agora, mais de um milhão mudas foram produzidas e plantadas na RPPN. Em toda a área preservada, já foram identificadas 240 espécies de flora e 311 de fauna, incluindo algumas ameaçadas de extinção, como o melocactus (Melocactus violaceus), o largato do rabo verde (Ameivula littoralis) e a borboleta da praia (Parides ascanius).