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Trabalho de restauração desenvolvido na RPPN Caruara é apresentado na Jornada Fluminense de Botânica

Unidade de conservação da Porto do Açu é citada como exemplo de restauração do ecossistema de restinga

17 de setembro de 2018

A Reserva Particular do Patrimônio Natural Caruara, criada e mantida voluntariamente pela Porto do Açu em São João da Barra, foi objeto de estudo de uma das mesas redondas da 37ª Jornada Fluminense de Botânica, realizada pela Sociedade Botânica do Brasil, na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), na última semana. A RPPN Caruara foi abordada como exemplo de restauração em áreas de restinga para alunos, professores e pesquisadores da área de Biologia, além de interessados na conservação da flora do estado do Rio de Janeiro. A Caruara, que é a maior unidade de conservação privada de restinga do país, com aproximadamente 4 mil hectares, representa cerca da metade de todas as RPPNs criadas e protegidas pelo Estado.

O coordenador de Meio Ambiente da Porto do Açu, o engenheiro florestal Daniel Nascimento, apresentou todo o trabalho de restauração de restinga desenvolvido pelo empreendimento e falou sobre os desafios e soluções encontrados ao longo do caminho. Logo no início, foi detectada a falta de mudas de restinga no mercado e também de informação sobre métodos de restauração específicos para este tipo de ecossistema: “Quando começamos a desenvolver os estudos para recomposição vegetal da região descobrimos que não havia mudas de restinga disponível para compra e decidimos criar o nosso próprio viveiro. Também não havia muito estudo sobre restauração destes ambientes. A mão de obra local, que representa 100% da nossa força de trabalho, foi fundamental para a construção de conhecimento sobre as espécies de restinga. São 7 anos de muito estudo e dedicação”, contou.

Hoje, o viveiro desenvolvido pela Porto do Açu tem capacidade de produzir até 500 mil mudas por ano, com a finalidade principal de abastecer as áreas de restinga sob responsabilidade da empresa. Recentemente, a unidade de conservação alcançou a marca de um milhão de mudas produzidas e plantadas, incluindo algumas espécies encontradas na lista da flora brasileira ameaçada de extinção.